Outubro 2026: o setor florestal em destaque
Do 10.º Congresso Florestal Nacional ao apoio de 12,1 milhões de euros: o que está a mudar na gestão florestal em Portugal
O mês de outubro de 2026 deixou um conjunto de sinais claros sobre o rumo do setor florestal português.
Entre 5 e 9 de outubro decorreu o 10.º Congresso Florestal Nacional, na Escola Superior Agrária de Coimbra, sob o tema «Floresta, pessoas e território: conexões sustentáveis». O encontro reuniu técnicos, investigadores, produtores e associações para debater a gestão florestal ativa, a valorização dos territórios e o envolvimento das comunidades locais.
No debate do congresso, Sara Pereira sublinhou que "é fundamental acelerar a gestão florestal", apontando para a redução da carga combustível e o aumento da produtividade dos povoamentos como prioridades nacionais.
No plano do governo, destacam-se três movimentos relevantes:
• O Programa MAIS Floresta, que reforça o apoio à gestão florestal e à redução da carga combustível, com o objetivo de modernizar o setor e aumentar a capacidade de intervenção no território.
• Um apoio de 12,1 milhões de euros para a aquisição de máquinas florestais e para a prevenção de incêndios, visando aumentar a prevenção e reduzir o risco de incêndio rural.
• A conclusão da designação de 61 Zonas Especiais de Conservação, pondo fim a anos de atrasos no cumprimento das obrigações europeias de conservação da natureza.
No terreno, e após a tempestade Kristin, as entidades florestais reforçaram a colocação de armadilhas para travar as pragas que ameaçam os pinhais portugueses, numa resposta rápida de proteção sanitária das florestas.
O quadro é claro: o dinheiro e o reconhecimento político existem, mas o desafio continua a ser transformar estes instrumentos em gestão efetiva no terreno, com empresas, produtores e associações locais a contribuir para a capacitação — um trabalho no qual a Floresta em Rede se quer continuar a afirmar como ponto de encontro da comunidade florestal.
Artigo original publicado em Agroportal.
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